Do parto, até partir..
A primeira emoção está no papel timbrado do laboratório: "Positivo". A segunda, ao ouvir as batidas aceleradas do pequeno coraçãozinho. E vamos acompanhando o crescimento deles pela ultrasonografia. "- Olha a mãozinha, os dedinhos..." "- Será menino ou menina?"
Mas quem é que presta atenção no cordão umbilical?
Aquele tubinho pequeno, que alimenta e transfere tanta energia, está ali cumprindo seu papel, quase sem ser notado.
Durante a gravidez toda a gente só houve uma referência sobre o cordão umbilical: que é cortado na hora do nascimento.
Assiti vários vídeos pela tv e nem prestava muita atenção à este importante laço de união.
Era cortado rapidamente e logo nossa atenção se volta somente para o bebê sujinho, pequenino, indefeso, na mão do médico.
"- Será que ele chora?" "- Pronto! ...Chorou!..Que lindoooo!!"
Meu filho, Andre, nasceu enroladinho nele. Na hora do parto, resolveu brincar de nó de marinheiro, só que em volta do próprio pescocinho.
Mas correu tudo bem. Médico experiente, cesariana controlada, nascimento tranqüilo.
Nada doloroso o corte deste cordão. Não prestei atenção, nem dei a menor importância.
Estava com um lindo bebê nos braços para amar por toda a vida.
Mas o tempo passa e ele cresceu tão rápido.
De repente, olha o que surge do nada: o cordão umbilical novamente.
Muito tempo depois, ele reaparece mais significativo do que antes. Só que, desta vez, usado como metáfora:
"- O menino tá crescendo! Logo está chega a hora de cortar o cordão!", dizem.
Este corte sim, é doloroso! Este comove, dói, faz falta. Mistura de felicidade e dôr da saudade.
Puxa! Ainda ontem dormia em meus braços.
Andre completou 17 anos no dia 06 de janeiro e no dia seguinte partiu para longe de mim: foi estudar no exterior.
Está morando com um casal de amigos, Durval e Edna (anjos na Terra!. e só não são parentes por engano da natureza!) na cidade de Owatonna que fica no estado de Minnesota, nos EUA.
Será que chegou mesmo o momento de partir?
Bem...Digamos que o cordão não está cortado, mas beeeeeemmmmm esticado..:o)
A felicidade, as emoções, o entusiasmo e tudo mais que ele tem transmitido pela internet, quando conversamos, compensa toda a minha saudade.
Dá pra ver pela foto (se é que consigo colocar, já que não sou assinante do UOL e eles me concederam pouco espaço), o quanto ele está curtindo a novidade de viver num país de cultura tão diferente.
Taí Andre! Minha saudade escrita num blog. Fiz sozinha viu?
Mas senti falta de você ao meu lado, ensinando a usar mais esta novidade do mundo virtual.
Beijos grandes e abraços apertadíssimos da "mãe boba" que te ama demais!

Escrito por SerHum*Ana* às 23h44
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